O Rossio de Aveiro – Coração da cidade, pulmão do bairro da Beira-Mar Um terreiro com mais de 500 anos de história! Fique a conhecê-la!

historia-do-rossio-vera-cruz-aveiro-bairro-da-beira-mar

Rossio, o carismático terreiro de Aveiro que conta mais de 500 anos de História e de estórias locais.

O coração de Aveiro e pulmão da Beira-Mar, palco de grandes acontecimentos que marcaram as várias épocas da evolução da cidade, está novamente em fase de mutação. Conheça a história do desenvolvimento deste acarinhado parque urbano.

Atualmente conhecido pelo Largo do Rossio, já se chamou Ressio, Roxio, Rossia e Rocio. Antes de ser terreiro por lá existia uma marinha de sal acostada por uma praça pública, que deu origem ao seu nome, Rossio de São João.

O Rossio já foi morada de uma capela, um pelourinho, um matadouro, dois velódromos, duas praças de touros, um cinema, um teatro, um salão de chá e um campo de futebol! Sem faltar claro, a origem da Feira Franca, hoje em dia aclamada de Feira de Março!

Atualmente existe um extenso relvado com árvores frondosas, um jardim infantil e um pequeno auditório ao ar livre, entre outras instalações de mobiliário urbano que fazem as delícias do lazer dos aveirenses e visitantes. Ali já estiveram bem assentes 29 palmeiras mas, depois da epidemia do escaravelho vermelho, em 2016, passaram a existir muito menos.

SÉCULO XV – A FEIRA FRANCA NA PRAÇA PÚBLICA
De Feira Franca a Feira de Março

Foi aqui, mais precisamente junto ao Canal Central, que nasceu a que hoje conhecemos por Feira de Março, mas que então foi baptizada de Feira Franca.

Em 1434, El-rei D. Duarte, o “Eloquente”, permitiu que o seu irmão, o Infante D. Pedro – senhor de Aveiro – realizasse em terras aveirenses uma feira de oito dias. Aqui podiam encontrar-se alfaias agrícolas, mantas de trapos, presuntos e queijos, louças, artesanato…

A selecção deste local deveu-se à grande importância comercial que este ponto apresentava na época. A Feira Franca facilitaria a movimentação de bens e mercadorias e o desenvolvimento económico da região. Era, para alguns, a oportunidade de acesso a bens que, de outro modo, seriam inacessíveis.

Conta-se que, durante este evento, nenhum criminoso poderia ser preso a não ser que fosse apanhado em flagrante na própria feira.

Só a partir de 1497 esta feira passou a acontecer em Março e só aí ganhou o nome pela qual é hoje conhecida, a Feira de Março. Finda a feira, as barracas que ali ficavam serviam de “templo de amores a troco de dinheiro”.

Foi em 1497 que esta feira passou a acontecer no mês de Março.

Em 1959 foi celebrado no mesmo lugar o milenário de Aveiro e o bicentenário de elevação de Aveiro a cidade, tendo sido realizada uma Feira Industrial.

A Feira de Março decorreu anualmente no Rossio até 1979, ano em que passou a realizar-se no Canal do Côjo, antigo recinto de feiras em Aveiro.

SÉCULO XVI – A MARINHA DE SAL TRANSFORMADA EM FORTE DE TERRA

Os consecutivos ataques de invasores vindos do mar e o respetivo roubo de navios de mercadorias obrigou a que as naus, de visita à Terra Nova (Aveiro) em busca de bacalhau, viessem armadas. Em 1580, o então Prior do Crato (vila de Portalegre) indicou que se construísse um forte de terra no lugar da marinha de sal . Deste modo, os espingardeiros podiam desembarcar e ter espaço para, estratégicamente, se defenderem. Em 1585, Marcos Vidal, navegador aveirense, decretou caça aos piratas ingleses na Terra Nova.

SÉCULO XVII – A CAPELA DE SÃO JOÃO

Em 1607 foi erguida no Rossio a capela de São João, que foi demolida em 1911, dando lugar à afamada capela de São Gonçalinho, mas situada um pouco mais acima, no bairro da Beira-Mar, para onde foram deslocadas as imagens religiosas que a habitavam.

SÉCULO XIX – DE MARINHA ROSSIA A LARGO DO ROSSIO

COMO TUDO COMEÇOU

O Rossio nem sempre conheceu a superfície que hoje conhecemos. Era maioritariamente um terreno alagado acostado por uma praça pública. Só em 1851, o então presidente da Câmara Municipal decidiu aterrar a “marinha rossia, com vista a dar ao Largo do Rossio uma forma regular, arborizando-o e embelezando-o”.

Em 1865 é também proposto um aumento do número de habitações na zona rossia, uma vez que várias famílias se encontravam aglomeradas em casas que não suportavam tão grande número de moradores.

Só a partir de 1875 o Rossio conheceu a forma que hoje conhecemos. Desde então por lá passaram diversas infra-estruturas das quais damos a conhecer algumas:

PRAÇAS DE TOUROS

O primeiro Matadouro Municipal de que há registo em Aveiro existiu no Rossio, por volta de 1817. Em 1863 foi improvisada no Rossio uma Praça de Touros, o que parece ter sido um sucesso porque, em 1876, construía-se uma praça a sério. Viria a ser demolida em 1897. Talvez por deixar saudades, 10 anos depois, em 1907, um novo Tauródromo é erguido no mesmo local. Lá assistiu-se a uma tourada com “diestros” espanhóis, organizada pelo Sport Clube do Beira-Mar.  No entanto, passado um ano, este recinto viria a ser desmontado e vendido. Ainda se organizaram mais duas touradas, 10 anos depois, numa Praça de Touros improvisada, a favor da Cruz Vermelha. Ao que tudo indica, esta data anúnciou o fim das touradas em Aveiro.

VELÓDROMO

Aveiro conta com muitos anos de cultura velocípede. Foi das primeiras cidades a interessar-se tão calorosamente pelo ciclismo. Ao lado do Tauródromo, quase no final do século, em 1895, foi inaugurado o Velódromo do Rossio. Este ano celebraria 123 anos de existência! Quase 10 anos depois foi construído junto ao Canal do Côjo, o 2º velódromo do Rossio, por iniciativa do Clube dos Galitos. Aqui, entusiasmantes corridas foram realizadas e assistidas.

CAMPO DE FUTEBOL

Em 1921, o Rossio viu surgir no seu terreiro um Campo de Futebol improvisado ao ar livre, criado por alguns rapazes do bairro piscatório da Beira-Mar, recém-chegados dos Estados Unidos. Ali, à beira da ria, nasceu o Sport Clube Beira-Mar, fortalecido pela brisa salgada da maresia.

CINE-ROSSIO

Em Junho de 1928, foi inaugurado no Rossio de Aveiro o “Rossio-Cine”, ao ar-livre, exibindo o filme “Dagfin, patinador”. O capitão de fragata Silvério Cunha, cidadão preocupado com a cidade e a ria, aproveita este espaço para promover uma palestra com o tema “Aveiro no Passado, a história da laguna e a fase atual da questão”

CASAS DE CHÁ E COLOCAÇÃO DA ESTÁTUA DE JOÃO AFONSO DE AVEIRO

Em 1936 uma casa de chá, toda em madeira, é inaugurada no Rossio. Ao que tudo indica e analisando pelas fotografias da época, nas cheias de 1938 este edifício já lá não estaria. Conta-se que as estacas que tocavam a ria apodreceram e a mesma ruiu. No seu lugar foi construído um WC público.

Mas em 1959, nas comemorações do milenário e do bicentenário de elevação de Aveiro a cidade, foi realizada uma Feira Industrial no Rossio. Em paralelo, foi colocada no mesmo espaço a estátua de João Afonso de Aveiro – navegador – e nasceu um novo Salão de Chá, com um pé no terreiro e outro na ria.

Por concessão da Câmara Municipal, este edíficio, denominado de Café do Rossio ou Casa de Chá, começou por ser gerido pela paróquia da Vera Cruz, durante a Feira de Março e as várias verbenas por lá organizadas, em prol da Cruz Vermelha. Vários aveirenses ainda se recordam de ter ajudado no atendimento ao público. Dele guardam divertidas memórias e muitas saudades!

“Que saudades deste café, onde passei momentos muitooooo felizes da minha juventude!”
Aldina Miranda

“Era lindo!!!tudo no ROSSIO deixou SAUDADES!!”
Maria Salgado

“Era um belo pré-fabricado, colorido, de linhas modernas, contra o verde do arvoredo.”
Maria Manuela

Este foi também o primeiro café do senhor Augusto, fundador da afamada cervejaria “O Augusto” , após ter deixado de trabalhar na cervejaria Tico-Tico. Nesta fase, funcionava durante todo o ano.

Serviu ainda de sede provisória do S. C. Beira-Mar, aquando o incêndio das suas instalações na Av. Dr. Lourenço Peixinho, em 1965. Depois destas passagens, foi sede de Turismo e por fim, no início dos anos 70, foi demolido e nunca mais no Rossio habitou uma estrutura tão moderna e original.

OS PARQUES INFANTIS DO ROSSIO

Também várias gerações de pequenos cidadãos e visitantes têm usufruido deste parque, em brincadeiras de imaginação infinita. Cada geração teve direito a um parque infantil diferente, mas todas as versões foram aproveitas ao máximo!

O ROSSIO NO SÉCULO XXI

Nos dias que correm, o Rossio é a praça pública aveirense mais frequentada. Com o aumento do turismo na cidade,  este local serve de ponto de chegada, de encontro e de referência para milhares de turistas. É aqui que nascem as inúmeras histórias de amor que Aveiro grava no coração de quem a visita.

O Rossio de Aveiro é lugar aprazível para brincar, exercitar, descansar, piquenicar, contemplar e namorar!

Fontes: www.forumtouradas.com | ww3.aeje.pt | sweet.ua.pt | www.galitos.pt | www.comunidadeculturaearte.com | ancnp.pt


À procura casa na Beira-Mar?
Clique na imagem abaixo e conheça os imóveis disponíveis no momento.

“Tubarão” Atita (ou Eduardo Raposo Rodrigues de Sousa) O professor de Natação e o Tubarão do mar e da ria de Aveiro

Atita aveiro natacao ria mar aveiro

A época balnear de 2018 traz consigo um suspiro de saudade. Este ano, já não veremos o audaz e querido Atita pelas praias da região.

Atita, registado com o nome Eduardo Raposo Rodrigues de Sousa, nasceu e cresceu em Aveiro, mais precisamente no bairro da Beira-mar, na Rua do Arco, nº8, em frente à porta da sacristia da capela de São Gonçalinho.

Muito cedo, separou-se do seu verdadeiro nome recebendo, por herança do seu pai, a alcunha de “Atita”.

Segundo o próprio contava, «… na altura do meu pai, o Rossio, onde agora estão aquelas palmeiras, estava cheio de cardos e usava-se o chamado bisgo (espécie de cola)  para apanhar os pintassilgos que lá poisavam. Mas, como a malta era muita, sei lá, uns 10 ou 12, e o meu pai era o mais pequeno de todos, então diziam-lhe; “Oh pá, bai lá daquele lado atitar aos pintassilgos.” ».

E assim nasceu a alcunha de Atita – atitar significa soltar atitos (pios de certas aves). Esta alcunha permaneceu na família, mas foi Eduardo Raposo quem a herdou, “por ser o mais maroto da família” e aquele que mais se destacou na comunidade aveirense.

Desde muito cedo dedicou-se à Natação. Alías, em Aveiro, a sua alcunha é indissociável desta prática. O “Tubarão da ria e do mar” poderá ter vivido mais tempo dentro de água do que fora dela. Fosse na ria, no mar ou nas piscinas, ensinou sequelas de gerações aveirenses a nadar. Como atleta, representou sempre o Sport Club Beira-Mar e foi, entre outros títulos, campeão dos 100m, 400m e 1500m em provas regionais. Fez da ria a sua piscina particular e das pontes de Carcavelos, Dobadoura e São João as suas pranchas de saltos.

atita tubarao ria mar
Atita, na década de 60 com alguns dos aveirenses que ensinou a nadar.

Entre distintos ofícios – que passaram pela tipografia Lusitânia como encadernador, a casa Varela como comerciante de artigos de pesca, a fábrica do Canal e a fábrica Campos, envolvido na produção cerâmica,  e uma escapadela para os Estados Unidos da América (de 1968 a 1981) onde foi padeiro e operário fabril – dedicou-se sempre à prática e ao ensino da Natação. Mas foi a partir do seu regresso a Aveiro, em 1981, que se empenhou, exclusivamente, neste ensino. Nas várias piscinas do município, na antiga lota (praia das Pirâmides), no Poço de Santiago no Canal de São Roque e nas praias da “Biarritz” e de “San Sebastian” na Costa Nova. Conta-se que, por ano, ensinava cerca de 250 pessoas a nadar. Ao fim de mais de 40 anos a fazê-lo, este número excede os 10 000 aveirenses!

«Aprender a nadar com o Atita tinha em Aveiro quase um valor de baptismo de aveirense» Luís Souto

atita-tubarao-mar-ria-aveiro
Atita no Poço de Santiago.

Atita foi um dos primeiros a dar aulas de natação a crianças deficientes e a pessoas com idades mais avançadas. Também contribuiu para a formação de bombeiros locais, candidatos a mergulhadores, que absorveram os seus valiosos conselhos.

Foi Nadador Salvador nas piscinas e praias aveirenses. Salvou mais de 30 vidas, o que lhe valeu uma medalha de prata do Instituto de Socorros a Náufragos.

«O que eu gosto de ver são aqueles que salvei terem as suas famílias, isso é que me conforta o coração. (…) Costuma-se dizer que uma pessoa que salva uma vida salva o mundo, imagina quantos mundos é que eu já salvei…»

Descrito pela sua personalidade extrovertida, alegria contagiante e altruísmo, foi dinamizador de diversas actividades recreativas e desportivas. Entre as quais, criou o famoso “Banho dos Magníficos”, o famoso primeiro mergulho do ano, na praia da Barra, que arrasta multidões às águas frias do Atlântico a cada dia 1 de Janeiro.

atita-praia-da-barra-primeiro-banho-ano
Atita vestido de Pai Natal, em 1 de Janeiro de 2002, na praia da Barra.

Deu origem à “Corrida da Amizade”, apoiada pela Banda Amizade e dirigiu a Associação “Amigos do Parque”em defesa do espaço verde mais antigo da cidade de Aveiro, o parque Infante D. Pedro.

Atita foi também protagonista numa parte do filme “As mil e uma noites” de Miguel Gomes, precisamente na parte “o banho dos magníficos”, que ficou em 4º lugar em Cannes!

Uma das suas últimas grandes emoções foi receber a Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil das mãos de Marcelo Rebelo de Sousa, a quem ainda desafiou para o próximo mergulho dos “Magníficos”.

atita-2017-medalha-de-merito
Atita homenageado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil, pelas mãos de Marcelo Rebelo de Sousa, em 2017

Três dias depois, a 10 de Dezembro de 2017, com 85 anos, faleceu o incrível Atita. Mas a cidade recorda-o e celebra-o com o mesmo carinho que sempre mereceu, embora agora com saudade.

O “Banho dos Magníficos” continuará a ser um seu legado aos aveirenses e a quem mais se quiser juntar, mas agora salpicado com um cunho de homenagem ao grande Atita.

Poderá apreciar o tributo municipal a Atita, encomendado na forma de graffiti ao artista Fábio Carneiro , que traduziu numa pintura hiper-realista a sua grandiosidade. Este graffiti está agora colocado sob a “Ponte de Pau”, no centro de Aveiro.

Casas de praia Decoração e conforto com um pé na areia!

casas-na-praia-aveiro

Casas de praia são um privilégio neste nosso “rosto da Europa a mirar a beira-mar” com longos Verões e clima ameno.

As casas de praia, tal como as casas de campo, têm algumas características próprias não só em termos estéticos, como também funcionais. São casas que vão beber inspiração a universos distintos e que precisam de alguns elementos que propiciem conforto e funcionalidade a quem as utiliza. Nós adoramos a praia, mas também sabemos que, entre outras coisas, o sal e a exposição ao sol danificam os materiais, que é necessária uma boa ventilação e que estas casas se sujam muito.

Por outro lado, e no que à decoração diz respeito, é inegável que há uma parte divertida inerente a esta coisa de se ter casas de praia. Podemos deixar-nos seduzir pelas riscas azuis e brancas ou por combinações alegres e divertidas que dificilmente arriscaríamos numa casa de cidade.

Partilhamos consigo algumas sugestões de decoração para casas de praia, sem esquecer o aspecto prático. Se tem uma casa na praia sua ou para alugar, não pode mesmo perder o que se segue.

Vamos lá a banhos de inspiração?

1. CORES FRESCAS E ALEGRES

As casas de praia pedem ambientes leves, arejados e despojados que, como não podia deixar de ser, estão associados a cores claras. Há alguns lugares-comuns que se podem sempre visitar como a combinação entre branco e o azul marinho. Esta combinação pode surgir pontuada com toques de amarelo, verde ou até de vermelho.

Para além destas conjugações clássicas, pode-se apostar numa paleta cromática que tenha o luminoso branco como base e introduzir-lhe cores vibrantes como o rosa, o azul turquesa ou o coral. Se os tons mais exuberantes não forem o seu estilo, acrescente ao branco um bonito verde água ou o bege e outros tons de castanho claro. A regra de ouro é evitar cores pesadas que mais não farão do que transmitir-lhe calor e desconforto.

2. NÃO SE EXCEDA A MOBILAR E A DECORAR

As casas de praia querem-se descomplicadas: não sobrecarregue a sua com móveis. Escolha peças simples e bonitas e certifique-se de que a circulação dentro dos espaços é facilitada. Uma casa de praia deve acompanhar o espírito do Verão, a estação durante a qual nos despimos de tudo. Compre apenas os móveis de que precisa e remate a decoração com alguns ornamentos que tenham a ver com o contexto. Podem ser lanternas com velas, molduras com fotografias ou pinturas ligadas ao mar, recordações que trouxe de viagens, lemes, búzios, cestos, algumas plantas, e assim por diante.

3. ESCOLHA TÊXTEIS FÁCEIS DE LAVAR

Quem é que já não se sentou sobre o sofá depois da praia e deixou a almofada toda molhada e manchada? A verdade é que, numa casa de praia, não queremos andar a fazer cerimónias, pelo que lhe sugerimos a escolha de têxteis impermeáveis – ou pode mandar impermeabilizá-los depois de os comprar – e facilmente laváveis. As almofadas do sofá, por exemplo, devem ter fechos para poderem ser removidas e irem à máquina facilmente.

Ainda em relação aos têxteis, lembre-se de privilegiar tecidos leves e frescos como o linho, o algodão ou o voile. Para o chão, prefira carpetes de sisal, jacquard ou sisal. Vale ainda realçar que as cores fortes vão perdendo a intensidade com a exposição ao sol. Se não quer ter esse problema, é preferível comprar têxteis de tons neutros.

Independentemente do seu orçamento, somos da opinião de que não vale a pena gastar muito dinheiro em têxteis caros. Por muito cuidado que tenha, eles acabarão por se sujar e, mais ou cedo ou mais tarde, vai ter que os substituir. Na IKEA, por exemplo, encontra coisas bem giras por preços muito acessíveis.

 

​4. COZINHA BEM EQUIPADA

A praia dá fome. Correcção: a praia dá muita fome! É certo que, durante as férias, as pessoas tendem a não fazer refeições complicadas. Estar ao pé do fogão com o calor não é o cenário mais apelativo do mundo e, em muitos dias, até se prefere ir jantar fora.

No entanto, há sempre coisas a preparar, sobretudo quando as famílias são numerosas e há toda uma prole de filhos esfomeados sempre prontos para mais um lanchinho. Neste sentido, é conveniente ter um bom espaço de cozinha com os utensílios essenciais e um frigorífico generoso para ter comidas e bebidas frescas.

Em termos de configuração, favoreça uma cozinha aberta para a sala, e no que concerne a decoração, abrace um estilo colorido e orgânico.

​8. PROTEJA A CASA DA MARESIA!

casas-na-praia-aveiro

Ter o mar como vizinho também tem desvantagens. A salinidade danifica os materiais que vêem, assim, o tempo de vida reduzido. O que pode fazer para proteger a sua casa da maresia?

Em relação aos móveis, deve passar-lhes um pano com frequência – para evitar que os resíduos se acumulem – e selá-los com óleos adequados. Os metais são os que mais denotam este desgaste provocado pela maresia. Para prevenir a formação de ferrugem, escolha alumínio ou aço inoxidável e aplique verniz ou filme de poliuretano que evitam que a humidade passe. Para alcançar as dobradiças, pode usar um spray. O ferro também deve levar um revestimento antioxidante. Se tem paredes em betão, cubra-as com um impermeabilizante que evite a absorção do sal e o posterior surgimento de danos. As tintas com fungicidas são, igualmente, uma boa opção.

O que achou destas belas casas de praia? Vai tirar alguma ideia para aplicar na sua? Dê-nos o seu feedback!

Conheça algumas casas de praia em Aveiro disponíveis para venda!

casas-na-praia-aveiro

Artigo transcrito do site Homify

Governo cria Plano de Segurança no Arrendamento O Governo está a criar um plano de segurança no arrendamento que contempla a proteção dos senhorios e também dos inquilinos.

segurança no arrendamento

O Governo está a criar um plano de segurança no arrendamento que irá proteger os senhorios (em caso de incumprimento de rendas) e os inquilinos (em caso de quebra súbita dos rendimentos).

Este plano irá incluir três elementos:

  • o incumprimento;
  • a cobertura de multirriscos e
  • a quebra súbita de rendimentos

o que irá dispensar os inquilinos de fiador e caução.

Segundo a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, existe o mito de que o mercado de arrendamento “é um negócio de risco” quando, na verdade, esta taxa de incumprimento está abaixo dos 0,5% no mercado de arrendamento, 10% abaixo da taxa de incumprimento ao nível das hipotecas para compra de casa.

Além do objetivo de aumentar a segurança no arrendamento, o Governo está também a elaborar um “apuramento de informação” dos valores por metro quadrado (m2) dos contratos de arrendamento, dados fundamentais para a regulamentação do mercado.

in Idealista

12 Projetos de Reabilitação de Imóveis em Aveiro que vai querer conhecer Mostramos-lhe como casas totalmente desatualizadas ou inabitáveis se transformaram em imóveis de sonho!

reabilitação de imóveis

A reabilitação de imóveis é cada vez mais emergente e a oferta de imóveis devolutos a pedir reforma é enorme. Damos a conhecer 12 projetos de reabilitação de imóveis em Aveiro que merecem a sua atenção e que servem de inspiração.

Mostramos-lhe como um imóvel extremamente desactualizado ou arruinado pode converter-se num espaço super moderno e confortável.

 


 

APOIOS PARA PROJECTOS DE RESTAURO E REABILITAÇÃO URBANA

No final de Junho de 2017 o Governo lançou o período de candidaturas de projectos de imóveis para restauro e reabilitação urbana que podem ser apoiados pelo IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas. Saiba mais sobre estes apoios aqui.

Estas são algumas das moradias para restauro ou reabilitação para venda em Aveiro
(clique na imagem para conhecer estes imóveis):

moradias para reabilitar Aveiro


Se conhece mais projetos de reabilitação de moradias ou apartamentos em Aveiro que considere que deviam ser alvo de atenção, partilhe-os connosco nos comentários! Os aveirenses e o resto do mundo vão, com certeza, gostar de os conhecer.

Inaugura hoje a exposição do National Geographic Exodus Aveiro Fest “Discover the World through Image" intitula a exposição a decorrer na antiga Capitania de Aveiro até 28 de Fevereiro.

National Geographic Exodus Aveiro Fest

Inaugura hoje às 17h00, na galeria da antiga Capitania, a exposição “Discover the World through Image”, fruto do encontro National Geographic Exodus Aveiro Fest, que reúne trabalhos de alguns dos mais consagrados fotógrafos de viagens a nível mundial.

Exodua Aveiro Fest

Esta exposição surge como consequência do Festival Internacional de Fotografia e Vídeo de Viagem e Aventura – National Geographic Exodus Aveiro Fest. A primeira edição decorreu no passado mês de dezembro, em Aveiro.

Organizado pelo aveirense Bernardo Conde, fotógrafo profissional dedicado às viagens de descoberta cultural e aventura.

Ami Vitale, Elia Locardi, GMB Akash, Konsta Punkka, Mário Cruz, Michael Clark, Oliver Astrologo, Pete McBride e Shams são os autores das fotografias que estarão em exposição.

“Discover the world through image”, bem como o festival National Geographic Exodus Aveiro Fest, mostra que a exploração e a aventura estão ao alcance de qualquer um e que pode começar à porta de casa como do outro lado do mundo.

A mostra, com entrada livre, estará patente até ao dia 28 de fevereiro.

in Terranova.pt

Este ano, a Vista Alegre celebra o Natal em grande! Aproveite e conheça melhor a história da fábrica que corre as mesas do mundo desde 1824.

arvore-natal-vista-alegre

A árvore feita de porcelana da Vista Alegre está no Porto, tem cinco metros de altura, e pode ser vista até 14 de Janeiro.

Com mais de três mil peças da Vista Alegre, cinco metros de altura e com o peso de 2,5 toneladas, foi instalada no Porto, a segunda maior árvore de Natal do mundo construída em porcelana, diz a marca de Ílhavo em comunicado. A peça é da autoria da artista plástica Claudia Lopes e está exposta no Museu da Misericórdia do Porto até 14 de Janeiro.

E, já agora, a maior árvore de Natal de porcelana é feita todos os anos, em Hasselt, na Bélgica, tem nove metros e cinco mil peças de louça que são oferecidas pelos moradores daquela cidade.

Curiosamente, ontem à noite, pudemos saber um pouco mais sobre a fábrica e o museu da Vista Alegre, numa reportagem da RTP1, com apresentação de Paula Moura Pinheiro. Reveja-o aqui.

Fonte: publico.pt

Oficinas criativas no Museu Vista Alegre Nesta quadra especial, o Museu Vista Alegre tem programadas diversas oficinas criativas, das quais vão nascer presentes únicos e experiências inesquecíveis.

Museu Vista Alegre

No sábado, 25 de Novembro, das 15h00 às 18h00, vai realizar-se a oficina “Do desenho à pintura – Inspirações Vista Alegre”.

Museu Vista Alegre

Trata-se de uma oficina criativa para adultos, de nível iniciado, que tem como objetivo dar a conhecer alguns dos princípios do desenvolvimento de uma decoração em porcelana.

Partindo de motivos icónicos do universo de porcelana da Vista Alegre, os participantes vão ser convidados a desenvolver a decoração de uma peça. Irão transferiro motivo para a superfície cerâmica, completando a pintura e procedendo à enforna da peça em mufla. O valor de inscrição nesta oficina é de €20.

Durante o mês de dezembro a programação intensifica-se a pensar também na interrupção letiva dos mais novos.

No dia 16 de dezembro, das 10h às 13h, na Oficina de Olaria, os participantes podem experimentar as técnicas de conformação por via líquida recorrendo a moldes em gesso e montando uma peça com vários elementos decorativos, através de técnicas de colagem. No final o participante levará para casa o objeto que produziu em cru.  A inscrição nesta oficina tem um custo de €10. 

karen maes Museu Vista Alegre

De 18 a 22 de dezembro, as oficinas “Feito por Si”, que se realizam das 10h às 13h e das 14h às 18h, dão a oportunidade única de pôr “as mãos na porcelana” e experimentar a pintura de com tintas acrílicas ou cerâmicas, assim como a modelação de pasta de porcelana. Os valores variam dependendo de se os participantes escolherem a pintura com tintas acrílicas (a partir de 8€/peça) ou com tintas cerâmicas (a partir de 11€/ peça). 

“Artes na Fábrica – Porcelana ao Vento”, que decorrerá também entre 18 e 22 de dezembro, das 10h às 13h e das 14h às 18h, é uma oficina onde os participantes vão aproveitar peças Vista Alegre para montar e decorar um espanta-espíritos, pondo a porcelana a tilintar. A inscrição tem o valor de 6€.

in Notícias de Aveiro

Preparar a sua casa para o Inverno

preparar a sua casa para o inverno

A escolha do equipamento ou sistema de aquecimento ideal levanta sempre muitas questões. Por um lado há equipamentos baratos que consomem muita energia e por outro existem sistemas mais dispendiosos mas que poupam a longo prazo. Saiba que solução se adapta melhor à sua casa e comece a preparar a sua casa para o Inverno.

A maioria das habitações em Portugal não foram construídas de forma eficiente e a posterior colocação de sistemas de aquecimento pode tornar-se mais difícil e, muitas vezes, desadequada.

Uma solução que pareça vantajosa durante dois anos, pode revelar-se muito cara ao fim de cinco ou dez anos. Por exemplo, os aparelhos portáteis consomem muita energia. Como não controlam a temperatura, funcionam por mais tempo que o necessário. Por seu lado, os aparelhos portáteis de ar condicionado são caros, pouco eficientes, fazem muito barulho e o conforto de utilização é baixo.

Para a eficiência energética existem o ar condicionado, as lareiras com recuperador de calor, as salamandras e as caldeiras a gás. Contudo, estes sistemas têm de ser bem dimensionados para a área a aquecer.

Assim, e exemplificando, uma caldeira mais potente não é sinónimo de poupança. Pelo contrário, nessas condições vai apresentar consumos energéticos superiores, mas a existência de pré-instalação de aquecimento central influencia muito o preço final da solução da caldeira a gás. Se a casa não estiver preparada, será necessário instalar tubagens e radiadores nas paredes, sistemas de controlo de funcionamento, entre outros. A complexidade destas obras varia muito de casa para casa e, em consequência, o seu custo de instalação também poderá ser elevado.

Uma salamandra tem de ser ligada a uma chaminé para exaustão dos fumos da combustão. Se não tiver chaminé, terá de verificar com o condomínio e a Câmara Municipal a viabilidade e a legalidade de instalação.

Para descobrir qual a melhor solução para si, recorra ao simulador da Deco e saiba como pode aquecer a sua casa ao melhor preço: Aquecer a casa: qual o melhor sistema?


DICAS PARA PREPARAR A SUA CASA PARA O INVERNO 

casa-inverno
Abuse das almofadas, cortinas e mantas

Uma das melhores formas de tornar a casa mais quentinha e acolhedora é abusar das mantas, cortinas e almofadas. Aposte em tons neutros para encaixar com a restante decoração e prefira tecidos fofinhos. Para as cortinas prefira tecidos macios ao toque.

iluminacao-inverno
Invista na iluminação

As luzes indirectas são uma boa forma de preparar a casa para receber o Inverno. As luzes amareladas promovem uma sensação de acolhimento bem maior e possibilitam o relaxamento e o bem-estar. Tenha abajures nos sítios onde está sentada a maior parte do tempo. Distribua velas pelas casa e acenda-as apenas quando estiver presente.

tapetes-casa
Tapetes

Impossível pensar em termos uma casa quente e olharmos insistentemente para a tijoleira que temos debaixo dos pés de cada vez que nos sentamos. Espalhe tapetes quentinhos para isolar o frio do pavimento. Quanto mais fofo for o tapete, maior aconchego e conforto térmico vai dar.

mantas e cobertores
Troque as roupas de cama

Troque as colchas leves pelos edredons de penas e cobertores quentes. Invista em lençóis bons e quentes que poderão melhorar significativamente a qualidade do seu sono.

Verifique o isolamento das portas e janelas
Nas janelas e portas utilize borrachas de calafetagem, tiras de silicones, escovas, massas de enchimento, ou qualquer outro material de calafetagem adequado. Poupa energia e tem muito menos frio!

Tenha atenção ao revestimento da casa
Rachas na parede, placas caídas, telhas partidas ou quaisquer outros defeitos que possam pôr em causa a impermeabilidade das paredes. Não se esqueça de que uma casa muito húmida é sempre uma casa mais fria. Repare rapidamente todos os estragos que encontrar.

jardim-inverno
Se tem jardim ou terraço, proteja-o

Proteja tudo o que estiver no exterior, e possa sofrer danos com o frio. Impermeabilize e envernize as estruturas de madeira. Recolha toldos e estruturas temporárias. Faça manutenções preventivas em vez de intervenções caras depois dos danos ocorridos.

Fontes: idealista.pt; homify.pt; decoproteste.pt

Ovos Moles de Aveiro – do Mosteiro para o resto do mundo. Uma história com mais de 500 anos!

Ovos-moles-aveiro

Foi graças à produção da cana-de-açúcar na Madeira e ao feudalismo vivido no século XV que o Convento de Jesus de Aveiro, actual museu Santa Joana, começou a produção dos mundialmente famosos Ovos Moles de Aveiro. Como?

Um contrato assinado pelo Infante D. Henrique e o capitão Diogo de Teive, em 1452, ditava que um terço da produção do açúcar madeirense se destinaria à coroa. Uma parte deste “bolo” seria entregue como “esmola” a várias instituições, entre elas, o Convento de Jesus de Aveiro (1502).

Aqui, o açúcar era destinado à botica (farmácia) para medicamentos e como fonte de energia para os acamados.

Com o uso de claras de ovos para engomar os hábitos das freiras, sobravam muitas gemas que rapidamente se deterioravam. Para contornar esta situação, as freiras adicionavam-lhes este açúcar para lhes conferir maior durabilidade. Com aperfeiçoamento e dedicação chegaram ao doce perfeito, os Ovos Moles.

Não se sabe exactamente em que data o famoso doce foi concebido, mas supõe-se que a sua introdução em formas de hóstia seja da autoria das freiras do mosteiro, uma vez que são feitas com a mesma matéria-prima das hóstias utilizadas nas celebrações litúrgicas.

moldes-ovos-moles

Em 1874, o falecimento da última religiosa que ainda habitava o mosteiro deu lugar à extinção desta ordem religiosa. É a partir daqui que a sua empregada, D. Odília Soares, única herdeira da receita, começa a fazer os ovos moles fora do mosteiro e a passar o seu conhecimento a outros.

Hoje encontram-se Ovos Moles em barricas de madeira, cuidadosamente esculpidas e pintadas à mão, e em formas de hóstia cujos moldes remetem à actividade piscatória de Aveiro e respectiva proximidade com o mar.

barricas-ovos-moles

formas-ovos-moles-de-aveiro

São o doce mais procurado da região e a sua exclusividade já mereceu, pela primeira vez em Portugal, a denominação Indicação Geográfica Protegida (IGP) pela União Europeia.

Foi também fundada em Aveiro, em 2009, a Confraria dos Ovos Moles de Aveiro, dedicada a manter toda a tradição e qualidade deste doce. Hoje em dia, qualquer produtor e vendedor certificado de Ovos Moles tem passar pela avaliação desta confraria.

confraria-ovos-moles-de-aveiro

A Confraria dos Ovos Moles de Aveiro inaugurou, em Outubro de 2016, um Monumento aos Ovos Moles de Aveiro, situado no Cais da Fonte Nova. Esta escultura, em porcelana, foi criada pelo escultor Albano Martins em parceria com a Vista Alegre e com a edição de um livro dedicado a este tema cuja introdução teve a honra de receber as palavras de Valter Hugo Mãe.

monumento-ovos-moles-de-aveiro

Em 2012, a Universidade de Aveiro, em parceria com a Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro (APOMA), levou a cabo uma investigação que provou que este doce pode ser ultracongelado durante e até 4 meses. Como consequência desta descoberta, deu-se início à exportação e internacionalização dos Ovos Moles. Excedeu-se assim o limite de 15 dias de conservação a que este produto podia ser sujeitado. Se até então eram produzidas, anualmente, cerca de 200 toneladas de Ovos Moles, depois desta descoberta este número aumentou imenso, tal como o número de postos de trabalho dedicados à sua produção. E Portugal e o resto do mundo agradecem!

Os Ovos Moles são apreciados de variadíssimas maneiras. Como recheio de vários bolos e sobremesas, com gelado, com café, à colherada, com frutos secos, na tripa e na bolacha americana, em licor… É só dar asas à imaginação!

receitas-ovos-moles


Deixamos aqui uma receita base. Ser fiel à mesma ou acrescentar-lhe a sua criatividade? O céu é o limite!

receita-ovos-moles-aveiro

Ovos Moles de Aveiro

Ingredientes
12 gemas
12 colheres de sopa de açúcar
12 colheres de sopa de água

Modo de preparação
1.Coloque as gemas, o açúcar e a água num tacho e leve ao lume.
2.Mexa sempre até o creme espessar e, de seguida, deixe arrefecer.


Agora fica a dúvida, se antigamente havia excedente de gemas de ovo por ser dada maior utilidade às claras, o que acontece agora ao excedente de claras por ser dada maior utilidade às gemas do ovo?