O Moliceiro – o que deve saber sobre o barco que não é uma Gôndola! Breve história do barco Moliceiro

O atual ícone da cidade de Aveiro é o barco Moliceiro. Quantos aveirenses saberão falar sobre esta elogiada e mundialmente reconhecida embarcação portuguesa? Segue-se uma breve história sobre um dos nossos ex-libris.

moliceiro gondola veneza de portugal

“Há-os com o costado por pintar, há-os todos negros, com o grande pescoço segui de cisne, no momento em que volta a cabeça para trás, e com um toque de vermelho no leme…” elogio de Raúl Brandão ao barco moliceiro.

O Moliceiro, como o seu nome indica, era um barco de trabalho utilizado para a apanha do moliço, uma alga aquática (agora escassa) utilizada para adubar os terrenos agrícolas de quase toda a região de Aveiro. O seu recurso predominava desde Ovar até Mira, variando as suas dimensões consoante a zona navegada.

moliceiro na apanha do molico

Correndo o risco de desaparecer devido à quase extinção do uso do moliço, o moliceiro foi recentemente preservado, alvo de uma metamorfose proporcionada por uma nova realidade económica. Reinventado como símbolo cultural da ria de Aveiro, é agora orientado pelo sector turístico.

É na Murtosa que estas criações nascem. Em média, são necessários cerca de 25 dias e 2 homens para a construção de um moliceiro. É essencialmente construído em madeira de pinheiro manso e bravo, espécie predominante na região de Aveiro. O seu tempo médio de vida é de 7 anos.

Actualmente há pouquíssimos construtores navais dedicados à construção de moliceiros. Um deles é João Herculano, da Murtosa, que diz ser um “trabalho difícil mas que vale a pena porque dignifica a embarcação e permite que não se perca esta memória”.

O barco moliceiro tem cerca de 15 metros de comprimento e 2,5m de largura. A sua borda baixa facilitava o carregamento do moliço, mas são as suas elegantes proa e ré que, com as suas pinturas, o distinguem das demais embarcações portuguesas. São decorados com pinturas que, apesar da técnica perene, abordam temas que que se alteram com os tempos. Estes motes são devidos às transições socio-culturais na História de Portugal.

As pinturas dos moliceiros são sempre compostas por texto e imagem. Começaram por ser uma espécie de jornal da Ria, uma plataforma para expressar a opinião e os acontecimentos entre as pessoas de Ovar, Murtosa, São Jacinto, Ílhavo, Mira… O que se passava nestas localidades era representado nestas pinturas. Eram e são uma forma de comunicação que relata a actualidade, homenageia figuras queridas ou satiriza outras indesejadas.

Antigamente, era o próprio construtor naval quem pintava os moliceiros. Depois, por questões de poupança, passaram a ser os proprietários a fazê-lo. Actualmente, é um trabalho encomendado a artistas da região que primam pela preservação desta tradição. Mas quase sempre, os seus autores permanecem em anonimato.

Marisa Carvas, professora de desenho, é uma das atuais pintoras que dão a mão ao “manifesto”. Conta que, geralmente, eram sempre duas as pessoas que pintavam os moliceiros. Este conjunto de pintores poderia resultar da parceria entre 2 homens, 2 mulheres ou um homem e uma mulher. Destas parcerias saía sempre um resultado distinto. No primeiro caso, a pintura seria um pouco machista, ao contrário do segundo caso. No terceiro caso, a pintura era sempre mais comedida. Quando eram os proprietários a decorar o barco, geralmente um casal, por vezes representavam-se a si mesmos. Se estavam zangados, o homem e a mulher surgiam de costas, se estavam bem, surgiam de frente. Faziam-se acompanhar por dizeres e representações algo “brejeiras”. Eis alguns exemplos:

Marisa Carvas é da opinião que os temas abordados podem e devem ser actualizados, acompanhar os tempos que correm, defendendo que a única coisa que deve ser respeitada e mantida são as próprias técnicas de construção e pintura utilizadas para que o barco não seja descaracterizado.

É, na verdade, o que tem vindo a acontecer. As várias temáticas abordadas abrangem conteúdos religiosos, burlescos, sociais, históricos e lúdicos, consoante a actualidade e o mediatismo. Comentam-se os trabalhos e as vidas dos envolvidos nas embarcações, as instituições e figuras públicas, as festas e cerimónias, os descobrimentos, os militares… As mais recentes pinturas falam, por exemplo, de equipas e jogadores de futebol, do fado, da política, da União Europeia, do Big Brother ou da crise económica… Nada escapa à visão crítica de um pintor de moliceiros!

“À CONVERSA COM UM PINTOR DE MOLICEIROS!”

Felizmente e graças a esta metamorfose, podemos admirar todos os dias o alegre passeio dos moliceiros nos canais urbanos da ria de Aveiro. Para o aveirense, esta paisagem já se tornou habitual mas, para quem nos visita, esta é uma bonita tela de inspiração que apaixona e faz da nossa uma cidade única!

“Tubarão” Atita (ou Eduardo Raposo Rodrigues de Sousa) O professor de Natação e o Tubarão do mar e da ria de Aveiro

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A época balnear de 2018 traz consigo um suspiro de saudade. Este ano, já não veremos o audaz e querido Atita pelas praias da região.

Atita, registado com o nome Eduardo Raposo Rodrigues de Sousa, nasceu e cresceu em Aveiro, mais precisamente no bairro da Beira-mar, na Rua do Arco, nº8, em frente à porta da sacristia da capela de São Gonçalinho.

Muito cedo, separou-se do seu verdadeiro nome recebendo, por herança do seu pai, a alcunha de “Atita”.

Segundo o próprio contava, «… na altura do meu pai, o Rossio, onde agora estão aquelas palmeiras, estava cheio de cardos e usava-se o chamado bisgo (espécie de cola)  para apanhar os pintassilgos que lá poisavam. Mas, como a malta era muita, sei lá, uns 10 ou 12, e o meu pai era o mais pequeno de todos, então diziam-lhe; “Oh pá, bai lá daquele lado atitar aos pintassilgos.” ».

E assim nasceu a alcunha de Atita – atitar significa soltar atitos (pios de certas aves). Esta alcunha permaneceu na família, mas foi Eduardo Raposo quem a herdou, “por ser o mais maroto da família” e aquele que mais se destacou na comunidade aveirense.

Desde muito cedo dedicou-se à Natação. Alías, em Aveiro, a sua alcunha é indissociável desta prática. O “Tubarão da ria e do mar” poderá ter vivido mais tempo dentro de água do que fora dela. Fosse na ria, no mar ou nas piscinas, ensinou sequelas de gerações aveirenses a nadar. Como atleta, representou sempre o Sport Club Beira-Mar e foi, entre outros títulos, campeão dos 100m, 400m e 1500m em provas regionais. Fez da ria a sua piscina particular e das pontes de Carcavelos, Dobadoura e São João as suas pranchas de saltos.

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Atita, na década de 60 com alguns dos aveirenses que ensinou a nadar.

Entre distintos ofícios – que passaram pela tipografia Lusitânia como encadernador, a casa Varela como comerciante de artigos de pesca, a fábrica do Canal e a fábrica Campos, envolvido na produção cerâmica,  e uma escapadela para os Estados Unidos da América (de 1968 a 1981) onde foi padeiro e operário fabril – dedicou-se sempre à prática e ao ensino da Natação. Mas foi a partir do seu regresso a Aveiro, em 1981, que se empenhou, exclusivamente, neste ensino. Nas várias piscinas do município, na antiga lota (praia das Pirâmides), no Poço de Santiago no Canal de São Roque e nas praias da “Biarritz” e de “San Sebastian” na Costa Nova. Conta-se que, por ano, ensinava cerca de 250 pessoas a nadar. Ao fim de mais de 40 anos a fazê-lo, este número excede os 10 000 aveirenses!

«Aprender a nadar com o Atita tinha em Aveiro quase um valor de baptismo de aveirense» Luís Souto

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Atita no Poço de Santiago.

Atita foi um dos primeiros a dar aulas de natação a crianças deficientes e a pessoas com idades mais avançadas. Também contribuiu para a formação de bombeiros locais, candidatos a mergulhadores, que absorveram os seus valiosos conselhos.

Foi Nadador Salvador nas piscinas e praias aveirenses. Salvou mais de 30 vidas, o que lhe valeu uma medalha de prata do Instituto de Socorros a Náufragos.

«O que eu gosto de ver são aqueles que salvei terem as suas famílias, isso é que me conforta o coração. (…) Costuma-se dizer que uma pessoa que salva uma vida salva o mundo, imagina quantos mundos é que eu já salvei…»

Descrito pela sua personalidade extrovertida, alegria contagiante e altruísmo, foi dinamizador de diversas actividades recreativas e desportivas. Entre as quais, criou o famoso “Banho dos Magníficos”, o famoso primeiro mergulho do ano, na praia da Barra, que arrasta multidões às águas frias do Atlântico a cada dia 1 de Janeiro.

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Atita vestido de Pai Natal, em 1 de Janeiro de 2002, na praia da Barra.

Deu origem à “Corrida da Amizade”, apoiada pela Banda Amizade e dirigiu a Associação “Amigos do Parque”em defesa do espaço verde mais antigo da cidade de Aveiro, o parque Infante D. Pedro.

Atita foi também protagonista numa parte do filme “As mil e uma noites” de Miguel Gomes, precisamente na parte “o banho dos magníficos”, que ficou em 4º lugar em Cannes!

Uma das suas últimas grandes emoções foi receber a Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil das mãos de Marcelo Rebelo de Sousa, a quem ainda desafiou para o próximo mergulho dos “Magníficos”.

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Atita homenageado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil, pelas mãos de Marcelo Rebelo de Sousa, em 2017

Três dias depois, a 10 de Dezembro de 2017, com 85 anos, faleceu o incrível Atita. Mas a cidade recorda-o e celebra-o com o mesmo carinho que sempre mereceu, embora agora com saudade.

O “Banho dos Magníficos” continuará a ser um seu legado aos aveirenses e a quem mais se quiser juntar, mas agora salpicado com um cunho de homenagem ao grande Atita.

Poderá apreciar o tributo municipal a Atita, encomendado na forma de graffiti ao artista Fábio Carneiro , que traduziu numa pintura hiper-realista a sua grandiosidade. Este graffiti está agora colocado sob a “Ponte de Pau”, no centro de Aveiro.

Casas de praia Decoração e conforto com um pé na areia!

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Casas de praia são um privilégio neste nosso “rosto da Europa a mirar a beira-mar” com longos Verões e clima ameno.

As casas de praia, tal como as casas de campo, têm algumas características próprias não só em termos estéticos, como também funcionais. São casas que vão beber inspiração a universos distintos e que precisam de alguns elementos que propiciem conforto e funcionalidade a quem as utiliza. Nós adoramos a praia, mas também sabemos que, entre outras coisas, o sal e a exposição ao sol danificam os materiais, que é necessária uma boa ventilação e que estas casas se sujam muito.

Por outro lado, e no que à decoração diz respeito, é inegável que há uma parte divertida inerente a esta coisa de se ter casas de praia. Podemos deixar-nos seduzir pelas riscas azuis e brancas ou por combinações alegres e divertidas que dificilmente arriscaríamos numa casa de cidade.

Partilhamos consigo algumas sugestões de decoração para casas de praia, sem esquecer o aspecto prático. Se tem uma casa na praia sua ou para alugar, não pode mesmo perder o que se segue.

Vamos lá a banhos de inspiração?

1. CORES FRESCAS E ALEGRES

As casas de praia pedem ambientes leves, arejados e despojados que, como não podia deixar de ser, estão associados a cores claras. Há alguns lugares-comuns que se podem sempre visitar como a combinação entre branco e o azul marinho. Esta combinação pode surgir pontuada com toques de amarelo, verde ou até de vermelho.

Para além destas conjugações clássicas, pode-se apostar numa paleta cromática que tenha o luminoso branco como base e introduzir-lhe cores vibrantes como o rosa, o azul turquesa ou o coral. Se os tons mais exuberantes não forem o seu estilo, acrescente ao branco um bonito verde água ou o bege e outros tons de castanho claro. A regra de ouro é evitar cores pesadas que mais não farão do que transmitir-lhe calor e desconforto.

2. NÃO SE EXCEDA A MOBILAR E A DECORAR

As casas de praia querem-se descomplicadas: não sobrecarregue a sua com móveis. Escolha peças simples e bonitas e certifique-se de que a circulação dentro dos espaços é facilitada. Uma casa de praia deve acompanhar o espírito do Verão, a estação durante a qual nos despimos de tudo. Compre apenas os móveis de que precisa e remate a decoração com alguns ornamentos que tenham a ver com o contexto. Podem ser lanternas com velas, molduras com fotografias ou pinturas ligadas ao mar, recordações que trouxe de viagens, lemes, búzios, cestos, algumas plantas, e assim por diante.

3. ESCOLHA TÊXTEIS FÁCEIS DE LAVAR

Quem é que já não se sentou sobre o sofá depois da praia e deixou a almofada toda molhada e manchada? A verdade é que, numa casa de praia, não queremos andar a fazer cerimónias, pelo que lhe sugerimos a escolha de têxteis impermeáveis – ou pode mandar impermeabilizá-los depois de os comprar – e facilmente laváveis. As almofadas do sofá, por exemplo, devem ter fechos para poderem ser removidas e irem à máquina facilmente.

Ainda em relação aos têxteis, lembre-se de privilegiar tecidos leves e frescos como o linho, o algodão ou o voile. Para o chão, prefira carpetes de sisal, jacquard ou sisal. Vale ainda realçar que as cores fortes vão perdendo a intensidade com a exposição ao sol. Se não quer ter esse problema, é preferível comprar têxteis de tons neutros.

Independentemente do seu orçamento, somos da opinião de que não vale a pena gastar muito dinheiro em têxteis caros. Por muito cuidado que tenha, eles acabarão por se sujar e, mais ou cedo ou mais tarde, vai ter que os substituir. Na IKEA, por exemplo, encontra coisas bem giras por preços muito acessíveis.

 

​4. COZINHA BEM EQUIPADA

A praia dá fome. Correcção: a praia dá muita fome! É certo que, durante as férias, as pessoas tendem a não fazer refeições complicadas. Estar ao pé do fogão com o calor não é o cenário mais apelativo do mundo e, em muitos dias, até se prefere ir jantar fora.

No entanto, há sempre coisas a preparar, sobretudo quando as famílias são numerosas e há toda uma prole de filhos esfomeados sempre prontos para mais um lanchinho. Neste sentido, é conveniente ter um bom espaço de cozinha com os utensílios essenciais e um frigorífico generoso para ter comidas e bebidas frescas.

Em termos de configuração, favoreça uma cozinha aberta para a sala, e no que concerne a decoração, abrace um estilo colorido e orgânico.

​8. PROTEJA A CASA DA MARESIA!

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Ter o mar como vizinho também tem desvantagens. A salinidade danifica os materiais que vêem, assim, o tempo de vida reduzido. O que pode fazer para proteger a sua casa da maresia?

Em relação aos móveis, deve passar-lhes um pano com frequência – para evitar que os resíduos se acumulem – e selá-los com óleos adequados. Os metais são os que mais denotam este desgaste provocado pela maresia. Para prevenir a formação de ferrugem, escolha alumínio ou aço inoxidável e aplique verniz ou filme de poliuretano que evitam que a humidade passe. Para alcançar as dobradiças, pode usar um spray. O ferro também deve levar um revestimento antioxidante. Se tem paredes em betão, cubra-as com um impermeabilizante que evite a absorção do sal e o posterior surgimento de danos. As tintas com fungicidas são, igualmente, uma boa opção.

O que achou destas belas casas de praia? Vai tirar alguma ideia para aplicar na sua? Dê-nos o seu feedback!

Conheça algumas casas de praia em Aveiro disponíveis para venda!

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Artigo transcrito do site Homify

12 Projetos de Reabilitação de Imóveis em Aveiro que vai querer conhecer Mostramos-lhe como casas totalmente desatualizadas ou inabitáveis se transformaram em imóveis de sonho!

reabilitação de imóveis

A reabilitação de imóveis é cada vez mais emergente e a oferta de imóveis devolutos a pedir reforma é enorme. Damos a conhecer 12 projetos de reabilitação de imóveis em Aveiro que merecem a sua atenção e que servem de inspiração.

Mostramos-lhe como um imóvel extremamente desactualizado ou arruinado pode converter-se num espaço super moderno e confortável.

 


 

APOIOS PARA PROJECTOS DE RESTAURO E REABILITAÇÃO URBANA

No final de Junho de 2017 o Governo lançou o período de candidaturas de projectos de imóveis para restauro e reabilitação urbana que podem ser apoiados pelo IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas. Saiba mais sobre estes apoios aqui.

Estas são algumas das moradias para restauro ou reabilitação para venda em Aveiro
(clique na imagem para conhecer estes imóveis):

moradias para reabilitar Aveiro


Se conhece mais projetos de reabilitação de moradias ou apartamentos em Aveiro que considere que deviam ser alvo de atenção, partilhe-os connosco nos comentários! Os aveirenses e o resto do mundo vão, com certeza, gostar de os conhecer.

Este ano, a Vista Alegre celebra o Natal em grande! Aproveite e conheça melhor a história da fábrica que corre as mesas do mundo desde 1824.

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A árvore feita de porcelana da Vista Alegre está no Porto, tem cinco metros de altura, e pode ser vista até 14 de Janeiro.

Com mais de três mil peças da Vista Alegre, cinco metros de altura e com o peso de 2,5 toneladas, foi instalada no Porto, a segunda maior árvore de Natal do mundo construída em porcelana, diz a marca de Ílhavo em comunicado. A peça é da autoria da artista plástica Claudia Lopes e está exposta no Museu da Misericórdia do Porto até 14 de Janeiro.

E, já agora, a maior árvore de Natal de porcelana é feita todos os anos, em Hasselt, na Bélgica, tem nove metros e cinco mil peças de louça que são oferecidas pelos moradores daquela cidade.

Curiosamente, ontem à noite, pudemos saber um pouco mais sobre a fábrica e o museu da Vista Alegre, numa reportagem da RTP1, com apresentação de Paula Moura Pinheiro. Reveja-o aqui.

Fonte: publico.pt

Oficinas criativas no Museu Vista Alegre Nesta quadra especial, o Museu Vista Alegre tem programadas diversas oficinas criativas, das quais vão nascer presentes únicos e experiências inesquecíveis.

Museu Vista Alegre

No sábado, 25 de Novembro, das 15h00 às 18h00, vai realizar-se a oficina “Do desenho à pintura – Inspirações Vista Alegre”.

Museu Vista Alegre

Trata-se de uma oficina criativa para adultos, de nível iniciado, que tem como objetivo dar a conhecer alguns dos princípios do desenvolvimento de uma decoração em porcelana.

Partindo de motivos icónicos do universo de porcelana da Vista Alegre, os participantes vão ser convidados a desenvolver a decoração de uma peça. Irão transferiro motivo para a superfície cerâmica, completando a pintura e procedendo à enforna da peça em mufla. O valor de inscrição nesta oficina é de €20.

Durante o mês de dezembro a programação intensifica-se a pensar também na interrupção letiva dos mais novos.

No dia 16 de dezembro, das 10h às 13h, na Oficina de Olaria, os participantes podem experimentar as técnicas de conformação por via líquida recorrendo a moldes em gesso e montando uma peça com vários elementos decorativos, através de técnicas de colagem. No final o participante levará para casa o objeto que produziu em cru.  A inscrição nesta oficina tem um custo de €10. 

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De 18 a 22 de dezembro, as oficinas “Feito por Si”, que se realizam das 10h às 13h e das 14h às 18h, dão a oportunidade única de pôr “as mãos na porcelana” e experimentar a pintura de com tintas acrílicas ou cerâmicas, assim como a modelação de pasta de porcelana. Os valores variam dependendo de se os participantes escolherem a pintura com tintas acrílicas (a partir de 8€/peça) ou com tintas cerâmicas (a partir de 11€/ peça). 

“Artes na Fábrica – Porcelana ao Vento”, que decorrerá também entre 18 e 22 de dezembro, das 10h às 13h e das 14h às 18h, é uma oficina onde os participantes vão aproveitar peças Vista Alegre para montar e decorar um espanta-espíritos, pondo a porcelana a tilintar. A inscrição tem o valor de 6€.

in Notícias de Aveiro

Ovos Moles de Aveiro – do Mosteiro para o resto do mundo. Uma história com mais de 500 anos!

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Foi graças à produção da cana-de-açúcar na Madeira e ao feudalismo vivido no século XV que o Convento de Jesus de Aveiro, actual museu Santa Joana, começou a produção dos mundialmente famosos Ovos Moles de Aveiro. Como?

Um contrato assinado pelo Infante D. Henrique e o capitão Diogo de Teive, em 1452, ditava que um terço da produção do açúcar madeirense se destinaria à coroa. Uma parte deste “bolo” seria entregue como “esmola” a várias instituições, entre elas, o Convento de Jesus de Aveiro (1502).

Aqui, o açúcar era destinado à botica (farmácia) para medicamentos e como fonte de energia para os acamados.

Com o uso de claras de ovos para engomar os hábitos das freiras, sobravam muitas gemas que rapidamente se deterioravam. Para contornar esta situação, as freiras adicionavam-lhes este açúcar para lhes conferir maior durabilidade. Com aperfeiçoamento e dedicação chegaram ao doce perfeito, os Ovos Moles.

Não se sabe exactamente em que data o famoso doce foi concebido, mas supõe-se que a sua introdução em formas de hóstia seja da autoria das freiras do mosteiro, uma vez que são feitas com a mesma matéria-prima das hóstias utilizadas nas celebrações litúrgicas.

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Em 1874, o falecimento da última religiosa que ainda habitava o mosteiro deu lugar à extinção desta ordem religiosa. É a partir daqui que a sua empregada, D. Odília Soares, única herdeira da receita, começa a fazer os ovos moles fora do mosteiro e a passar o seu conhecimento a outros.

Hoje encontram-se Ovos Moles em barricas de madeira, cuidadosamente esculpidas e pintadas à mão, e em formas de hóstia cujos moldes remetem à actividade piscatória de Aveiro e respectiva proximidade com o mar.

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São o doce mais procurado da região e a sua exclusividade já mereceu, pela primeira vez em Portugal, a denominação Indicação Geográfica Protegida (IGP) pela União Europeia.

Foi também fundada em Aveiro, em 2009, a Confraria dos Ovos Moles de Aveiro, dedicada a manter toda a tradição e qualidade deste doce. Hoje em dia, qualquer produtor e vendedor certificado de Ovos Moles tem passar pela avaliação desta confraria.

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A Confraria dos Ovos Moles de Aveiro inaugurou, em Outubro de 2016, um Monumento aos Ovos Moles de Aveiro, situado no Cais da Fonte Nova. Esta escultura, em porcelana, foi criada pelo escultor Albano Martins em parceria com a Vista Alegre e com a edição de um livro dedicado a este tema cuja introdução teve a honra de receber as palavras de Valter Hugo Mãe.

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Em 2012, a Universidade de Aveiro, em parceria com a Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro (APOMA), levou a cabo uma investigação que provou que este doce pode ser ultracongelado durante e até 4 meses. Como consequência desta descoberta, deu-se início à exportação e internacionalização dos Ovos Moles. Excedeu-se assim o limite de 15 dias de conservação a que este produto podia ser sujeitado. Se até então eram produzidas, anualmente, cerca de 200 toneladas de Ovos Moles, depois desta descoberta este número aumentou imenso, tal como o número de postos de trabalho dedicados à sua produção. E Portugal e o resto do mundo agradecem!

Os Ovos Moles são apreciados de variadíssimas maneiras. Como recheio de vários bolos e sobremesas, com gelado, com café, à colherada, com frutos secos, na tripa e na bolacha americana, em licor… É só dar asas à imaginação!

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Deixamos aqui uma receita base. Ser fiel à mesma ou acrescentar-lhe a sua criatividade? O céu é o limite!

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Ovos Moles de Aveiro

Ingredientes
12 gemas
12 colheres de sopa de açúcar
12 colheres de sopa de água

Modo de preparação
1.Coloque as gemas, o açúcar e a água num tacho e leve ao lume.
2.Mexa sempre até o creme espessar e, de seguida, deixe arrefecer.


Agora fica a dúvida, se antigamente havia excedente de gemas de ovo por ser dada maior utilidade às claras, o que acontece agora ao excedente de claras por ser dada maior utilidade às gemas do ovo?

Conheça o bairro da Beira Mar no livro de Suzy Caldeira e Suzana Nobre

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Fique a saber por que é que Aveiro é uma cidade tão ventosa, por que razão a sua população celebra um “santo” de Amarante e saiba quem foi a filha da terra que teve de se disfarçar de homem para combater no Norte de África ao serviço da coroa portuguesa. Histórias do bairro da Beira Mar.

Estas e outras histórias são reveladas no livro “Rota do Bairro da Beira Mar” escrito por Suzy Caldeira (guia da “Explore Aveiro”) e ilustrado por Suzana Nobre, lançado no passado dia 30 de Junho de 2017.

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Suzy Caldeira e Suzana Nobre, autoras do livro “Rota do Bairro da Beira Mar”.
Neste livro são partilhados lugares e pormenores, lendas e tradições do bairro mais emblemático de Aveiro, o bairro da Beira-Mar. Com uma escrita de fácil interpretação e ilustrações leves e objectivas com pormenores do património, da história e dos aspetos da sua mitologia.
livro Rota do Bairro da Beira Mar
Pormenor do livro e das ilustrações de Suzana Nobre.
Este é o primeiro de vários livros a serem criados para a coleção “Descobrir Aveiro”, que trará em cada número um Bairro ou Temática específica do distrito de Aveiro.

Faz parte de um projeto de edição particular, em que as autoras (não naturais da região mas totalmente rendidas à mesma) assumem todas as etapas do projeto criativo e o custo e risco da respectiva edição.

No prefácio de José Carlos Mota, docente no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro pode ler-se “um trabalho de enorme qualidade a merecer louvor e apoio”.

Deixe-se encantar com algumas das ilustrações de Suzana Nobre sobre Aveiro, a ria e os seus elementos únicos, no vídeo que se segue.

O livro poderá ser adquirido a partir da sua página de Facebook ou nas várias papelarias locais e lojas dedicadas a autores regionais e nacionais como o Cais à Porta e o Aqui à Volta.


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Bienal de Cerâmica Artística de Aveiro 2017 – Capital Europeia da Cerâmica Artística Registo das obras vencedoras

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A XIII Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro 2017 teve lugar em vários museus de Aveiro até 4 de Dezembro. A exposição dos vencedores decorreu no  Museu Santa Joana. Se não teve oportunidade de visitar, aqui fica um breve registo!

 

 

 

SOBRE A BIENAL DE CERÂMICA

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Imagem da Bienal de Cerâmica Artística de Aveiro 2017.

A XIII Bienal de Cerâmica Artística de Aveiro tem por objectivo contribuir para a produção de cerâmica artística contemporânea, através do estímulo à experimentação e à criatividade. Constitui-se como um pólo dinamizador de novas tendências na cerâmica e contribui para uma formação didáctica e respectivo desenvolvimento de carácter cultural.

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Obra de Silvia Granata, uma das artisitas seleccionadas para expor na Bienal de Cerâmica Artística de Aveiro 2017.

Centro de diálogo e partilha, age como disseminadora de correntes e conceitos, abrindo caminhos no campo da cerâmica artística contemporânea, actuando no âmbito da renovação estética a que se vem assistindo e, igualmente, dando a conhecer novos materiais e técnicas.

Instalação artística de Hugo Branco e Xose Xoubinha.

Conheça a programação completa aqui.

Fotografia de capa – obra de Yola Vale Ceramic 

in Município de Aveiro