Oficinas criativas no Museu Vista Alegre Nesta quadra especial, o Museu Vista Alegre tem programadas diversas oficinas criativas, das quais vão nascer presentes únicos e experiências inesquecíveis.

Museu Vista Alegre

No sábado, 25 de Novembro, das 15h00 às 18h00, vai realizar-se a oficina “Do desenho à pintura – Inspirações Vista Alegre”.

Museu Vista Alegre

Trata-se de uma oficina criativa para adultos, de nível iniciado, que tem como objetivo dar a conhecer alguns dos princípios do desenvolvimento de uma decoração em porcelana.

Partindo de motivos icónicos do universo de porcelana da Vista Alegre, os participantes vão ser convidados a desenvolver a decoração de uma peça. Irão transferiro motivo para a superfície cerâmica, completando a pintura e procedendo à enforna da peça em mufla. O valor de inscrição nesta oficina é de €20.

Durante o mês de dezembro a programação intensifica-se a pensar também na interrupção letiva dos mais novos.

No dia 16 de dezembro, das 10h às 13h, na Oficina de Olaria, os participantes podem experimentar as técnicas de conformação por via líquida recorrendo a moldes em gesso e montando uma peça com vários elementos decorativos, através de técnicas de colagem. No final o participante levará para casa o objeto que produziu em cru.  A inscrição nesta oficina tem um custo de €10. 

karen maes Museu Vista Alegre

De 18 a 22 de dezembro, as oficinas “Feito por Si”, que se realizam das 10h às 13h e das 14h às 18h, dão a oportunidade única de pôr “as mãos na porcelana” e experimentar a pintura de com tintas acrílicas ou cerâmicas, assim como a modelação de pasta de porcelana. Os valores variam dependendo de se os participantes escolherem a pintura com tintas acrílicas (a partir de 8€/peça) ou com tintas cerâmicas (a partir de 11€/ peça). 

“Artes na Fábrica – Porcelana ao Vento”, que decorrerá também entre 18 e 22 de dezembro, das 10h às 13h e das 14h às 18h, é uma oficina onde os participantes vão aproveitar peças Vista Alegre para montar e decorar um espanta-espíritos, pondo a porcelana a tilintar. A inscrição tem o valor de 6€.

in Notícias de Aveiro

Ovos Moles de Aveiro – do Mosteiro para o resto do mundo. Uma história com mais de 500 anos!

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Foi graças à produção da cana-de-açúcar na Madeira e ao feudalismo vivido no século XV que o Convento de Jesus de Aveiro, actual museu Santa Joana, começou a produção dos mundialmente famosos Ovos Moles de Aveiro. Como?

Um contrato assinado pelo Infante D. Henrique e o capitão Diogo de Teive, em 1452, ditava que um terço da produção do açúcar madeirense se destinaria à coroa. Uma parte deste “bolo” seria entregue como “esmola” a várias instituições, entre elas, o Convento de Jesus de Aveiro (1502).

Aqui, o açúcar era destinado à botica (farmácia) para medicamentos e como fonte de energia para os acamados.

Com o uso de claras de ovos para engomar os hábitos das freiras, sobravam muitas gemas que rapidamente se deterioravam. Para contornar esta situação, as freiras adicionavam-lhes este açúcar para lhes conferir maior durabilidade. Com aperfeiçoamento e dedicação chegaram ao doce perfeito, os Ovos Moles.

Não se sabe exactamente em que data o famoso doce foi concebido, mas supõe-se que a sua introdução em formas de hóstia seja da autoria das freiras do mosteiro, uma vez que são feitas com a mesma matéria-prima das hóstias utilizadas nas celebrações litúrgicas.

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Em 1874, o falecimento da última religiosa que ainda habitava o mosteiro deu lugar à extinção desta ordem religiosa. É a partir daqui que a sua empregada, D. Odília Soares, única herdeira da receita, começa a fazer os ovos moles fora do mosteiro e a passar o seu conhecimento a outros.

Hoje encontram-se Ovos Moles em barricas de madeira, cuidadosamente esculpidas e pintadas à mão, e em formas de hóstia cujos moldes remetem à actividade piscatória de Aveiro e respectiva proximidade com o mar.

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São o doce mais procurado da região e a sua exclusividade já mereceu, pela primeira vez em Portugal, a denominação Indicação Geográfica Protegida (IGP) pela União Europeia.

Foi também fundada em Aveiro, em 2009, a Confraria dos Ovos Moles de Aveiro, dedicada a manter toda a tradição e qualidade deste doce. Hoje em dia, qualquer produtor e vendedor certificado de Ovos Moles tem passar pela avaliação desta confraria.

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A Confraria dos Ovos Moles de Aveiro inaugurou, em Outubro de 2016, um Monumento aos Ovos Moles de Aveiro, situado no Cais da Fonte Nova. Esta escultura, em porcelana, foi criada pelo escultor Albano Martins em parceria com a Vista Alegre e com a edição de um livro dedicado a este tema cuja introdução teve a honra de receber as palavras de Valter Hugo Mãe.

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Em 2012, a Universidade de Aveiro, em parceria com a Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro (APOMA), levou a cabo uma investigação que provou que este doce pode ser ultracongelado durante e até 4 meses. Como consequência desta descoberta, deu-se início à exportação e internacionalização dos Ovos Moles. Excedeu-se assim o limite de 15 dias de conservação a que este produto podia ser sujeitado. Se até então eram produzidas, anualmente, cerca de 200 toneladas de Ovos Moles, depois desta descoberta este número aumentou imenso, tal como o número de postos de trabalho dedicados à sua produção. E Portugal e o resto do mundo agradecem!

Os Ovos Moles são apreciados de variadíssimas maneiras. Como recheio de vários bolos e sobremesas, com gelado, com café, à colherada, com frutos secos, na tripa e na bolacha americana, em licor… É só dar asas à imaginação!

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Deixamos aqui uma receita base. Ser fiel à mesma ou acrescentar-lhe a sua criatividade? O céu é o limite!

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Ovos Moles de Aveiro

Ingredientes
12 gemas
12 colheres de sopa de açúcar
12 colheres de sopa de água

Modo de preparação
1.Coloque as gemas, o açúcar e a água num tacho e leve ao lume.
2.Mexa sempre até o creme espessar e, de seguida, deixe arrefecer.


Agora fica a dúvida, se antigamente havia excedente de gemas de ovo por ser dada maior utilidade às claras, o que acontece agora ao excedente de claras por ser dada maior utilidade às gemas do ovo?

Imóveis para restauro em Aveiro já podem recorrer ao IFRRU 2020

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O Governo lançou no final de Junho de 2017 o período de candidaturas de projectos de imóveis para restauro e reabilitação urbana que podem ser apoiados pelo IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, disponibilizando um total de 1,4 mil milhões de euros.

“Os interessados com imóveis para restauro em Aveiro já podem preparar o acesso ao financiamento, sendo exigido apenas três passos: obtenção de parecer de enquadramento da operação pela Câmara Municipal, obtenção do certificado energético e preparação do pedido de financiamento a apresentar aos bancos selecionados”, informou o Ministério do Ambiente, que tutela a área da habitação e reabilitação urbana.

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Moradia T5 para restauro no centro de Ílhavo. Clique na imagem para saber mais.

Criado no âmbito do Portugal 2020 (acordo de parceria adoptado entre Portugal e a Comissão Europeia), o IFRRU 2020 é um instrumento financeiro que visa “contribuir para a revitalização das cidades e para a reabilitação integral de edifícios, com uma forte aposta na eficiência energética, através da disponibilização de empréstimos com condições mais favoráveis face às existentes no mercado (em termos de taxas de juro, maturidades e períodos de carência)”.

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Moradia T3 para restauro no centro histórico de Aveiro. Clique na imagem para saber mais.

Neste sentido, o IFRRU 2020 reúne diversas fontes de financiamento, quer fundos europeus, quer fundos provenientes de outras entidades como o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa.

“O sector da reabilitação urbana e, complementarmente, a área da eficiência energética, irá dispor de 1,4 mil milhões de euros, dos quais 703 milhões de fundos públicos”, afirmou a tutela em comunicado, indicando que as entidades financeiras e os respectivos instrumentos financeiros para a concessão de empréstimos nesta área foram escolhidos em concurso público internacional, promovido pela estrutura de gestão do IFRRU 2020.

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Moradia T3+1 para restauro na Gafanha da Nazaré. Clique na imagem para saber mais.

De acordo com a tutela, como entidades gestoras financeiras foram seleccionadas as instituições bancárias Santander Totta, BPI, Millennium BCP e Popular Portugal e para o instrumento de contragarantia foi seleccionado o Fundo de Contragarantia Mútuo, “com a concordância de todos os organismos com assento no Comité de Investimento do IFRRU 2020”.

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Moradia T7 para restaurar em Estarreja. Clique na imagem para saber mais.

Os interessados no financiamento para projectos de imóveis para restauro em Aveiro, passíveis de concorrer a reabilitação urbana podem consultar a página da internet do Portal da Habitação.

Na área da habitação e reabilitação urbana, além do IFRRU 2020, o actual executivo tem em curso o Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE), o programa Casa Eficiente, o programa Reabilitar para Arrendar – Habitação Acessível e os instrumentos para áreas urbanas (PEDU e PARU).

in Diário Imobiliário


Conheça os vários imóveis para restauro em Aveiro, passíveis de financiamento para reabilitação urbana.

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Conheça o bairro da Beira Mar no livro de Suzy Caldeira e Suzana Nobre

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Fique a saber por que é que Aveiro é uma cidade tão ventosa, por que razão a sua população celebra um “santo” de Amarante e saiba quem foi a filha da terra que teve de se disfarçar de homem para combater no Norte de África ao serviço da coroa portuguesa. Histórias do bairro da Beira Mar.

Estas e outras histórias são reveladas no livro “Rota do Bairro da Beira Mar” escrito por Suzy Caldeira (guia da “Explore Aveiro”) e ilustrado por Suzana Nobre, lançado no passado dia 30 de Junho de 2017.

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Suzy Caldeira e Suzana Nobre, autoras do livro “Rota do Bairro da Beira Mar”.
Neste livro são partilhados lugares e pormenores, lendas e tradições do bairro mais emblemático de Aveiro, o bairro da Beira-Mar. Com uma escrita de fácil interpretação e ilustrações leves e objectivas com pormenores do património, da história e dos aspetos da sua mitologia.
livro Rota do Bairro da Beira Mar
Pormenor do livro e das ilustrações de Suzana Nobre.
Este é o primeiro de vários livros a serem criados para a coleção “Descobrir Aveiro”, que trará em cada número um Bairro ou Temática específica do distrito de Aveiro.

Faz parte de um projeto de edição particular, em que as autoras (não naturais da região mas totalmente rendidas à mesma) assumem todas as etapas do projeto criativo e o custo e risco da respectiva edição.

No prefácio de José Carlos Mota, docente no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro pode ler-se “um trabalho de enorme qualidade a merecer louvor e apoio”.

Deixe-se encantar com algumas das ilustrações de Suzana Nobre sobre Aveiro, a ria e os seus elementos únicos, no vídeo que se segue.

O livro poderá ser adquirido a partir da sua página de Facebook ou nas várias papelarias locais e lojas dedicadas a autores regionais e nacionais como o Cais à Porta e o Aqui à Volta.


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Fazer Sentido – Amanhã inaugura em Ílhavo uma exposição imperdível!

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Mais de uma centena de obras assinadas por artistas nacionais e internacionais, que passaram pela residência artística da Fábrica das Ideias (Gafanha da Nazaré) ao longo dos primeiros meses de 2017, estarão em exposição em vários espaços culturais do Município de Ílhavo.
“Fazer sentido” é o nome desta exposição. Fazer sentido para descobrir caminhos, para multiplicar perspectivas, para deixar marca.
Continuar a ler “Fazer Sentido – Amanhã inaugura em Ílhavo uma exposição imperdível!”

Breve história do Bairro do Alboi – antes e depois

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alboi-antigo-aveiro-1880
Isolado, o edifício do «novo matadouro», obra de 1870. Ao centro, os terrenos, cortados por um esteiro, onde assentaria a parte moderna, ou seja, então ainda «a haver» do bairro do Alboi. Foto das mais antigas da cidade, presumivelmente de 1880

A etimologia do nome Alboi poderá vir de 3 origens, cada uma com o seu quê de lógico. Segue-se uma breve história do Bairro do Alboi em Aveiro. Continuar a ler “Breve história do Bairro do Alboi – antes e depois”